Era como um teatro em chamas, um teatro condenado à destruição pelo fogo... onde as próprias labaredas descreviam com suas curvas o desenho de uma nova e intensa arquitetura... volutas barrocas e vermelhas e intensas corando o céu da capital. Incêndio intenso. Majestoso. surreal. crianças choravam por seus pais. mulheres gemiam por sua dor. homens faziam ambos com medo do infortúnio. queridos se pisoteavam. terror e caos e medo e morte. o fogo. o medo. o caos. alheio a tudo isso eles dançavam. sim. eles dançavam. e era como se uma mágica os isolasse de qualquer perigo, deuses costumavam proteger os que de fato valiam a pena: crianças, bêbados, loucos. e ali naquele momento eles encarnavam tais figuras eram crianças a brincar com seus corpos, se ferridos não ligavam... eram bêbados a tropeçar na sua própria poesia eloucos meudeus eram loucos e tão tão tão bel,os por isso... rodavam, rodavam, rodavam, a corda da vida se extinguiia e os bailarinos dançando, tecendo
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Sergio Feitosa
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